Atualmente vivemos na base das "multitarefas", com prazos apertados, com solicitações por todo o lado. Pouco tempo resta para tempos livres, descanso e bem-estar. Após a etapa laboral existe ainda a família e os amigos. Fala-se cada vez mais em gestão de tarefas e de tempo, de procrastinação, de desempenho, de eficiência... de burnout. O receio de ficar para trás, de perder oportunidades, de dizer Não. Muitas vezes o descanso trás a culpa associada pois devíamos estar a produzir, porque o telefone não para, porque é só mais um e-mail que caiu e precisa de resposta. As notificações constantes! Muitas vezes já não há fins de semanas sem trabalho, ou ficamos a trabalhar até tarde.
Estaremos a produzir de forma saudável? Quais serão as consequências na nossa saúde e bem-estar mais à frente? Talvez esteja na hora de começar a pensar nisto.
Isto acontece tanto conosco, professionais, professores, investigadores, como também com os alunos. Nesta época da competição, é importante sermos "os melhores", seja lá o que isso for (o ser melhor). É, por isso, cada vez mais importante olhar para estas questões e encontrar formas de balancear a vida profissional/escolar com a pessoal, conhecermo-nos e aprender a ouvir-nos, saber o que nos faz bem e o que não faz, definir, estabelecer e comunicação os nossos limites pessoais e profissionais, e especialmente aprender a dizer Não àquilo que não nos faz bem.
A comparação com os outros e não conosco próprio pode também ser um tema para conversa...