O caso da “aula perfeita” fez-me pensar na diferença entre ter estudantes ativos e ter estudantes realmente envolvidos na aprendizagem
Na minha experiência, esta questão dpende muito da turma e dos proprios alunos. Há estudantes mais interessados e participativos e outros que, mesmo perante atividades diferentes, continuam pouco envolvidos. Por isso, nem sempre uma metodologia mais ativa produz o mesmo efeito em todas as turmas. Tenho procurado tornar as minhas aulas mais interativas, recorrendo a atividades que promovam maior participação e envolvimento dos estudantes. Embora este tipo de aula dê, por vezes, mais trabalho na preparação, considero que pode ser bastante útil para estimular a participação e o pensamento crítico.
Ainda assim, uma aula dinâmica e com muita participação não significa necessariamente que tenha ocorrido mais aprendizagem. No caso apresentado, talvez o problema não esteja na metodologia escolhida, mas na forma como a atividade foi articulada com os objetivos de aprendizagem e na avaliação do que os estudantes realmente aprenderam.
Isto leva à questão: como podemos perceber, durante uma atividade mais interativa, se os estudantes estão realmente a aprender e não apenas a participar?