Entre participação e aprendizagem

Entre participação e aprendizagem

por Isabel Rodrigues -
Número de respostas: 5

O caso da “aula perfeita” fez-me pensar na diferença entre ter estudantes ativos e ter estudantes realmente envolvidos na aprendizagem

Na minha experiência, esta questão dpende muito da turma e dos proprios alunos. Há estudantes mais interessados e participativos e outros que, mesmo perante atividades diferentes, continuam pouco envolvidos. Por isso, nem sempre uma metodologia mais ativa produz o mesmo efeito em todas as turmas. Tenho procurado tornar as minhas aulas mais interativas, recorrendo a atividades que promovam maior participação e envolvimento dos estudantes. Embora este tipo de aula dê, por vezes, mais trabalho na preparação, considero que pode ser bastante útil para estimular a participação e o pensamento crítico.

Ainda assim, uma aula dinâmica e com muita participação não significa necessariamente que tenha ocorrido mais aprendizagem. No caso apresentado, talvez o problema não esteja na metodologia escolhida, mas na forma como a atividade foi articulada com os objetivos de aprendizagem e na avaliação do que os estudantes realmente aprenderam.

Isto leva à questão: como podemos perceber, durante uma atividade mais interativa, se os estudantes estão realmente a aprender e não apenas a participar?

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Re: Entre participação e aprendizagem

por Cristiano Moisés -
Também me identifico com esta questão. Como professor de Mecanização, tento tornar as aulas o mais dinâmicas possível, até porque há temas que podem ficar bastante pesados se forem só expositivos. Mas confesso que, às vezes, sinto que estou a falar para as moscas. Começo a ver os telemóveis a aparecer, os alunos cada vez mais distraídos e percebo que já perdi a atenção de parte da turma. Nessas alturas tento mudar um pouco a abordagem, fazer uma pergunta ou puxá-los mais para a aula, mas nem sempre é fácil.

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Re: Entre participação e aprendizagem

por Isabel Rodrigues -
Sei o que sente! As vezes estou a fazer os possiveis e os impossiveis para puxar pela turma e, mesmo assim, parece que nada resulta. E quando começam a aparecer os telemóveis já sabemos que estamos a perder a batalha. Acho que há dias e turmas em que, por mais estratégias que tentemos, é mesmo difícil conseguir mantê-los ligados à aula. Acabamos por sair mais cansados do que os próprios alunos.

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Re: Entre participação e aprendizagem

por Cristiano Moisés -
É mesmo isso! Tento de tudo para puxar por eles: mudar a abordagem, fazer perguntas, trazer exemplos mais práticos… e, mesmo assim, nem sempre resulta. Nessas alturas penso que a motivação também tem de vir um pouco do lado deles. Podemos tentar criar todas as condições, mas não conseguimos fazer esse caminho sozinhos.

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Re: Entre participação e aprendizagem

por Henriqueta Alexandra Fernandes do Fundo -
Bom dia Isabel,

Eu considero que existe sempre uma aprendizagem através da participação. Cabe ao professor/formador, que conhece bem os seus alunos e as suas dificuldades, aproveitar essas partilhas e orientar essa experiência de forma a alcançar os resultados pretendidos. Mas concordo com o @Cristiano Moisés, nem sempre é uma tarefa fácil.

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Re: Entre participação e aprendizagem

por Ana Ribeiro -

A situação descrita no caso da "aula perfeita" leva-me diretamente para a experiência de aulas invertidas que estou a implementar. Por vezes, vejo os alunos entusiasmados no trabalho em grupo, mas, em certos casos constato discussões vagas e os resultados apresentados no final nem sempre têm o rigor que espero. Acho que tenho sensibilidade suficiente para perceber que a aprendizagem não está a ser alcançada como eu gostaria. 

Penso que tem de haver momentos em que os alunos são testados e são confrontados com a sua própria aprendizagem (ou falta dela) para também eles irem adequando a sua forma de estar num modelo de aulas a que podem estar menos habituados.

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