Venho neste espaço falar da Ana, mas não da Ana mencionada, e sim de mim própria. Ao ler os exemplos citados ( a realidade de muitas pessoas neste mundo), consegui identificar-me com o tempo em que andava na escola.
Desde pequena que o facto de me chamar Ana me proporcionou a que fosse sempre das primeiras a ser chamada. Dei por mim, muitas vezes, a tentar sentar me ao fundo da sala e, inclusive, dei por mim muitas vezes a contar os colegas à minha frente para saber que parte teria de ler ou qual exercício eu teria de apresentar.
Anos mais tarde, consegui perceber que esta estratégia foi a forma que encontrei para lidar com a minha ansiedade e foi este mecanismo que a minha mente encontrou para ter previsibilidade e controlo perante este tipo de situação.