🌸 A PORTA: Competências Digitais para Cidadania em Rede
Em 1974, cravos nas espingardas abriram portas que pareciam muralhas. Hoje, o digital promete ser uma porta — mas para muitos, continua a ser uma parede. Esta formação não te ensina a "usar o computador". Ensina-te a ler o poder por detrás do ecrã, a dialogar com quem está do outro lado do oceano e a intervir no teu território real com coragem cívica.
🎧 Microaula de boas-vindas: O Cravo e o Algoritmo
Antes de começares a ler, ouve. Três minutos que não te vão dar respostas — mas que te vão fazer a pergunta certa.
• Exemplo: A Revolução dos Cravos não foi obra de um herói. Foi um triângulo de vozes diferentes que, juntas, viram o que nenhuma via sozinha.
• Micro‑acção: Apresenta-te nos comentários desta página. Diz de onde vens e que porta gostarias de abrir.
• Pergunta para o fórum: Que parede digital te impediu recentemente de participar como cidadão no teu território?
Depois de ouvir: leva uma pergunta ao Fórum — Práticas e Reflexões. Não precisa de ser inteligente. Precisa de ser tua.
🎯 O que vais levar deste território
Não sairás com um manual de boas práticas. Sairás com um projeto de intervenção cívica digital prototipado por ti, validado pela comunidade de pares e pronto a aplicar no teu território: uma petição, um mapeamento comunitário, uma campanha de inclusão ou uma denúncia de barreira digital. E, acima de tudo, sairás com uma postura de cidadão em rede: crítico, ético, colaborativo e indomável.
- 🚪 Um diagnóstico glocal do teu território digital (o que funciona, o que exclui, o que te incomoda)
- 🌐 Diálogo intercultural com pares de Portugal, PALOPs, Brasil e diáspora
- 🛠️ Um protótipo concreto de intervenção cívica digital (petição, campanha, mapeamento, etc.)
- 🎖️ Certificado NOVA FCT e o estatuto de Agente de Transformação no percurso gamificado
🎯 Objetivos de Aprendizagem
Ao final desta formação, serás capaz de:
- Selecionar e avaliar serviços digitais para participação cidadã no teu território, reconhecendo o potencial das tecnologias para inclusão social e autocapacitação (QDRCD 3);
- Utilizar ferramentas digitais para processos colaborativos e coconstrução de conhecimento, gerindo situações inesperadas em ambientes de cocriação (QDRCD 4);
- Adaptar normas de comportamento e estratégias de comunicação à diversidade cultural e geracional, identificando e prevenindo situações de cyberbullying e assédio digital (QDRCD 5);
- Gerir dados pessoais, reputação digital e pegada digital em contextos de participação cidadã ativa (Segurança e Privacidade — Transversal);
- Aplicar a metodologia da problematização (Observar → Triangular → Projetar → Executar) na resolução de problemas sociais concretos via tecnologia.
🗺️ O percurso (3 territórios)
Mapearás o teu território digital-físico: serviços públicos, barreiras de acessibilidade, exclusões silenciosas. Não para te adaptares, mas para nomear com precisão o que está errado, as contradições e problemas. Aqui nasce a indignação justa.
Cruzarás o teu olhar com o de pares de outros municípios, continentes e com referenciais críticos (QDRCD, Freire, Boaventura). A teoria não é para decorar — é para incomodar o teu diagnóstico e revelar padrões estruturais escondidos.
Prototiparás uma intervenção cívica digital real (petição, mapeamento, campanha) e implementá-la no teu território. Não é um exercício escolar — é um ato de cidadania. O fórum valida, a comunidade fortalece, o território transforma-se.
⭐ Caminho no Território: Funções Cívicas
A tua participação não é medida por testes. É medida pelo diálogo. Ao contribuíres nos fóruns, ganhas pegadas que te elevam de função em função, ao longo do Arco de Maguerez:
- 🌱 Observador do território — nomeaste a ferida
- 🔍 Triangulador de saberes — dialogaste com o outro
- 📐 Projetista de mudança — desenhaste uma intervenção
- 🌸 Agente de transformação — executaste no território real
⚙️ Compromisso de viagem
- Tempo: 10 horas ao teu ritmo, nos dias e horários que te forem mais convenientes. Não há aulas fixas.
- Participação: O fórum é o currículo. As tuas perguntas, as tuas respostas aos colegas, as tuas dúvidas — tudo isto é material de aprendizagem. Não estás sozinho, mas ninguém te empurra. A autonomia é também responsabilidade.
- Atitude: Vem com indignação justa, mas também com humildade. O diálogo intercultural exige escuta. A problematização exige coragem para não saber.
Pronto(a)? A porta está aberta. Mas só para quem a empurrar.
Entrar no Território 1: Análise da Realidade →
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