Rubrica de autoavaliação do mini-projeto
Utilize esta rubrica para avaliar o seu próprio artefacto antes de o publicar. Para cada critério, identifique o nível que melhor descreve o seu trabalho e escreva, em três linhas, a justificação e o que melhoraria. A autoavaliação publica-se junto com o link do artefacto no Fórum 3.
| Critério | 1 — Iniciante | 2 — Em desenvolvimento | 3 — Proficiente | 4 — Exemplar |
|---|---|---|---|---|
| Fundamentação | Metodologia nomeada sem justificação. | Justificação genérica (“é participativa”). | Justificação situada no contexto e no objetivo de aprendizagem. | Articula metodologia, contexto e evidência; antecipa limites e contradições. |
| Problematização | Tema dado como óbvio, sem problema. | Problema formulado, mas abstrato. | Problema real transformado em problema de aprendizagem (Arco de Maguerez). | Problema situado, com investigação prévia e voz dos envolvidos. |
| Desenho do processo | Sequência de atividades soltas. | Sequência com momentos definidos (antes/durante/depois). | Estrutura clara com papéis, tempos e gestão do grupo; erro tratado como recurso. | Estrutura flexível, com gestão do conflito e adaptação a necessidades; exemplos concretos para presencial e Moodle. |
| Inclusão e avaliação | Avaliação apenas somativa. | Rúbrica ou critérios definidos. | Avaliação formativa com rúbrica e autoavaliação. | Avaliação formativa, acessível (diversidade de meios), com critérios negociados com os participantes. |
Nota pedagógica — da autoavaliação à heteroavaliação em sala de aula
Neste curso autoinstrucional, a rúbrica serve de autoavaliação: em contexto de turma, contudo, o mesmo instrumento ganha outra dimensão. A heteroavaliação (avaliação entre pares) é um dos recursos mais estudados da avaliação formativa no ensino superior (Falchikov, 2005; Topping, 2005): quem avalia aprende tanto como quem é avaliado, e a qualidade do feedback dos pares melhora significativamente quando os critérios são públicos e negociados.
Sugestões de aplicação com acompanhamento docente:
- Sala de aula presencial: rúbrica entregue no início do trabalho; sessão de avaliação cruzada em que cada grupo aplica a rúbrica a outro grupo, com protocolo de comentário (eco – força – pergunta); o docente media e audita uma amostra dos feedbacks.
- Laboratório de avaliação: momentos dedicados à prática de avaliar — os estudantes aplicam a rúbrica a trabalhos anonimizados de anos anteriores antes de avaliar os pares.
- Fórum no Moodle (EAD ou apoio ao presencial): cada trabalho recebe feedback de dois pares no fórum; o docente atribui nota à qualidade do feedback, fechando o ciclo formativo; o módulo de workshops do Moodle automatiza atribuição de revisores e cálculo de concordância.
Regra de ouro: em turma, avaliar o feedback dos pares — e não apenas o trabalho — transforma a avaliação numa tarefa de aprendizagem para todos.
Certificação: Nível 3 = 450+ XP + 18+ pegadas + participação nos Fóruns 1 e 3. A rúbrica informa a autoavaliação e a verificação final da equipa; não há nota numérica.